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A Maratona de Brittany

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Há alguns anos, lá para o final da primeira década do século XXI, vivíamos a ditadura da beleza corporal: corpos magros e tonificados era o foco de muitos que se prendiam a está regra social imposta pela mídia. Hoje já vivemos o “ame da forma que você é”, estando você acima do peso, com mais curvas, e não se importando muito com a ditadura da moda. Mas uma coisa é certa: a saúde está acima de tudo. Você já deve ter ido ao médico e ele deve ter receitado para você mudar seus hábitos e inserir exercícios regulares, mas sempre visando pela sua saúde, e não em seu visual. Essa temática pode ser bem difícil de abordar – até mesmo neste artigo – pois cada um deve se sentir confortável com seu corpo, mas sempre com saúde, e é isso que A Maratona de Brittany aborda de uma forma descontraída e engraçada, que ainda coloca o crescimento de uma pessoa fechada a aceitar ajuda.

Brittany (Jillian Bell) é uma mulher acima do peso, sem um trabalho fixo que tenta sobreviver com o básico em Nova York sem se permitir receber a ajuda de terceiros.. Engraçada e bem espirituosa, ela se vê num dilema pessoal após se consultar com seu médico e o mesmo indicar que ela comece uma atividade física para se manter saudável. Mesmo se sentindo ofendida, ela decide começar sua atividade física por uma vida mais saudável, e então sua vida muda completamente. Seu principal objetivo: completar a maratona de Nova York.

Por mais que o filme em si coloca que a mudança no estilo de vida da protagonista aconteça quando ela muda seus hábitos, o principal foco da trama é a personagem título se permitir interagir com novas pessoas, e principalmente conhecê-las mais profundamente, quebrando os preceitos firmados na primeira vez que se viram. E é essa amizade dentro do grupo de corrida, e sua aceitação em se relacionar com novas pessoas, que começa a mudar o comportamento da protagonista.

O longa não cultua o corpo escultural a nenhum momento, deixando claro visualmente que o que importa é a saúde da protagonista, já que a mesma mantém seu corpo como de qualquer mulher: com curvas acentuadas, nenhuma barriga tanquinho, mas saudável! O principal foco é a maratona de Brittany para aceitar ajuda de terceiros, e saber que não está sozinha, que tem pessoas que se importam com ela, e que as críticas vindas delas não são para julga-la, mas para ajudá-la a ser uma versão melhor de si mesma.

O filme também te ganha pela comédia bem casual, irônica e bem pontuada. Sem grandes piadas de duplo sentido, ou piadas visuais bem exageradas, a comédia é algo que dá mais leveza a trama, e que agrada. Além disso, Jillian Bell está muito bem no papel real de Brittany, que passa os dilemas de qualquer pessoa que está fora dos padrões saudáveis, e precise mudar para se manter saudável.

A primeiro momento, A Maratona de Brittany pode parecer um filme que fala sobre ter hábitos saudáveis e manter exercício regulares, mas seu real foco (ou propósito) é abordar uma personagem humana que se perdeu em seu caminho, se fechando para relacionamentos, sejam eles amorosos ou de amizade, e o início de sua trajetória para se abrir e se sentir melhor consigo mesma, e se permitir se relacionar de novo, mesmo com o medo de se machucar emocionalmente, sabendo que é importante para seus familiares e amigos.

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A Maratona de Brittany (Brittany Runs a Marathon)

8

Mesmo se vendendo como um filme motivacional para mudanças para uma vida saudável, longa entrega uma jornada de autoconhecimento e crescimento da protagonista que se fechou e perdeu seu rumo, e reencontra uma motivação para ser uma versão melhor de si mesma

  • Um roteiro leve e bem construído
  • Uma comédia bem aplicada e gostosa
  • Uma profundidade dramática precisa para focar nos dilemas sociais
  • Protagonista carismática e de fácil relacionamento com o público
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