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Zumbilândia: Atire Duas Vezes

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Quando um filme de comédia é lançado, quase nunca é esperado que ele tenha uma sequência, como grandes filmes blockbuster. Mas há suas exceções. Quando o sucesso inesperado de uma comédia atinge o estúdio que o produziu, nada mais capitalista do que já pensar numa sequência, mesmo que está demore anos para realmente acontecer. A sensação que fica, nas sequências de comédias, é a liberdade em poder extrapolar trocadilhos, piadas e críticas. Mas o que fazer com um comédia que seu primeiro filme já é bem escrachado em suas piadas e trocadilhos, e que a sequência demorou 10 anos para ser realidade? Zumbilândia: Atire Duas Vezes chega para comprovar que não há limites pra a comédia e que pode ser ainda melhor do que o primeiro, após 10 anos de lançamento.

O filme parte cinco anos após os eventos do primeiro filme, e se foca na jornada da família disfuncional formada por Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrelson), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) passando por momentos comuns no meio do apocalipse zumbi. Após desentendimentos, as meninas fogem (como se isso fosse novidade), mas novas ameaças surgem neste mundo dominado pelo vírus zumbi.

A trama segue quase os mesmo arcos narrativos do primeiro, só que não parecem ser cópias, já que novos personagens são introduzidos. O próprio mundo de Zumbilândia evoluiu, e os cinco anos não apenas passaram para os sobreviventes, como também para os zumbis, e é aí que o filme já começa a mostrar para que veio: fazer qualquer um e todos rirem. Assim como franquias de jogos sobre apocalipse zumbi, como Resident Evil, The Last of Us e Days Gone que mostram mais do que o clássico zumbi, a adaptação do mesmo, o longa consegue expandir seu universo ao menso tempo que traz referências como artifícios cômicos.

Mas o grande destaque do longa, além de utilizar ainda mais sua comédias com referências, trocadilhos e muito, mas muita crítica social, é a adição de Zoey Deutch no elenco. Recentemente a vimos em The Politician, interpretando a doce mas nada inocente Infinity, e aqui ela quase que reprisa seu papel. Quase devido a construção da personagem. Madison é uma caricatura de uma inocente personagem que flutua entre a burrice e a inocência. Não há nenhum momento que ela apareça, ou que ela fala um simples “Hey!” em sua pose bem cheerleader, que não lhe arranque gargalhadas. Mesmo que pareça destoante aos personagens principais, Madison acaba sendo a personagem que você precisava ter junto a eles e não sabia.

O filme ainda tenta tratar de ritos de passagens comuns em meio ao apocalipse. E esse é o grande motivo para a família se separar e ir em busca de Little Rock. O enredo ainda permite referências a diversos filmes de sucesso, desde o lançamento do primeiro filme em 2009, e antes até: Os Simpsons, O Exterminador do Futuro, The Walking Dead, Thor, o enredo consegue ser uma excelente diversão e extrapola o que já havia extrapolado no primeiro.

Como comentado lá no primeiro parágrafo, uma sensação bem recorrente em sequências de filmes de comédia é que algo segurava os roteiristas e diretores durante o primeiro filme, como se eles estivessem andando sobre ovos ao inserir uma piada aqui, uma referência ali, uma crítica social mais pesada, e que quando o primeiro filme faz sucesso possibilitando Ian sequência, eles acabam se libertando das amarras que os limitavam e fazem uma sequência ainda mais escrachada, com mais piadas, críticas sociais e referências. Mas o primeiro Zumbilândia já trazia o extremo da comédia, e uma grande dúvida aí assistir é se a sequência seria tão bom quanto o primeiro, e acabamos surpreendidos.

Zumbilândia: Atire Duas Vezes era o filme que esperamos tanto quanto a sequência de Procurando Nemo e Os Incríveis, e que consegue ser ainda mais divertido e sabe bem trabalhar referências e piadas sociais, e que precisou desta lacuna de tempo para trazer neste momento mais referências e diversão desta família. O elenco continua tão incrível quanto no primeiro, e que apenas engrande mais a franquia com a adição de novos personagens, em especial a Zoey Deutch; o roteiro sabe como fazer uma piada sem ser ofensivo, até mesmo fazer piada consigo mesmo. Só esperemos mais uns anos para ver uma sequência destes sobreviventes.

P.S.: não vá embora do cinema quando a história acabar!

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Zumbilândia: Atire Duas Vezes

9.5

Conseguindo ser mais engraçado que o primeiro filme (como se fosse impossível), Zumbilândia traz discussões bem superficiais sobre proteção parental e se permitir estar em um relacionamento, mas que se destaca pelas piadas e pelos novos personagens

  • Zoey Deutch
  • Mantém o visual de apocalipse zumbi e se aproveita de referências d lê outras produções
  • Zoey Deutch
  • Elenco principal continua bom como sempre
  • Zoey Deutch
  • Roteiro se permite brincar ainda mais com referências a outros filmes, séries, quadrinhos além de se permitir brincar com o próprio filme
  • Zoey Deutch: Hey!
  • Tem um final
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