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A Pequena Travessa

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O filme conta a história de Liliane (Malu Leicher), uma garota que pode falar com os animais. Uma produção alemã, dirigida por Joachim Massannek.

Na história, temos a apresentação de Liliane sendo advertida a não causar nenhuma catástrofe ou coisa parecida por onde passar, o que é óbvio, não acontece! Ela encontra um burro que se identifica como um unicórnio, que nasceu em um corpo errado, mas que é incompreendido por todos. Tentando animar o animal, ela decide apostar uma corrida com ele, o que dá muito errado.

Liliane invade a transmissão ao vivo do prefeito juntamente com o burro que, acredite se quiser, defeca no rosto do prefeito. Sim, parece bizarro, e é mesmo, principalmente pelo fato de isso não ter nenhum porquê. O agravante de tudo isso e o fato da mãe de Liliane ser a jornalista que está cobrindo o evento do prefeito. Isso resulta na expulsão de Liliane e sua família da cidade de uma forma mais bizarra que tudo que já aconteceu até agora.

Com tudo isso acontecendo, uma nova cidadezinha, uma nova tentativa de refazer a vida e começar tudo outra vez, os pais de Liliane conversam enquanto a garota ouve tudo atras da porta, e ao fim da conversa ela promete que não irá mais falar com os animais e que irá fazer amigos humanos em sua escola nova.

O que você acha que aconteceu? Bem no primeiro dia de aula, Liliane e sua turma tem um projeto semanal, que é em um Zoológico, e que por ironia do destino, ou dos autores, estão sumindo animais do local, o que leva Liliane a conhecer Jess (Aaron Kissiov), o sobrinho da dona do zoológico e juntos eles irão se meter em muitas outras confusões até desvendar o mistério.

Um filme que traz uma atuação bem próxima ao que vemos em apresentações circenses, porém falta um pouco de graça, do sentido engraçado e divertido mesmo. As antagonistas, tanto a Vanessa ( Aylin Tezel) como Trixi (Felice Arens) são bem caricatas em suas atuações, mostrando vilãs que tentam ser engraçadas, mas ao mesmo tempo não transmitem nenhuma verdade.

O filme em si tem vário problemas de roteiro, como a história do burro que defeca cada cena em que aparece, uma terceira guria que fica sempre encima do muro na história, não sabe se ficará com a Trixi e as garotas populares da turma, ou se ficará com Liliane e Jess se identificando mais com os “desajustados”.

O Pai de Liliane, que no início do filme e mostrado como um escritor lunático, que bebe água de plantas e coloca detergente na comida, no lugar de azeite, se mostra bem ligado e esperto do nada, apoiando a filha na missão mais importante da trama.

Outra coisa que não tem conexão alguma é o momento em que os “figurantes” se tornam peças fundamentais no desfecho da história. O filme se passa todo em torno de Liliane, Jess e Trixi, e no penúltimo ato, todos os colegas da turma se tornam peças fundamentais para capturar os ladrões de animais do zoológico. O final do filme é um musical, com aresentação de RAP, dança e tudo que se tem direito, inclusive um malabarista em pernas de pau andando sobre uma ponte.

Algo bom que se pode tirar disso tudo é a mensagem de respeito e tolerância quanto a todas as diferenças, exceto pelo burro transgênero, vemos tantos casos de crianças que sofrem com isso e não sabem como conversar com pais, professores ou amigos, e por isso sofrem, que a colocação do tema tão complexo, ficou um pouco banalizado pela forma como foi empregado.

A Pequena Travessa estreia agora, dia 11 nos cinemas. Para o período de férias, talvez seja uma boa pedida para as crianças verem no cinema.

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A Pequena travessa

6

Prós
  • Boa fotografia
  • Boa atuação da protagonista
Contra
  • Atuação dos antagonistas
  • Montagem do filme
  • Roteiro mal encaixado
  • Temas sociais empregados de forma ruim na história
  • Encerramento da história poderia ter mais emoção
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