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Godzilla II: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters)

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O mundo do cinema é repleto de alegorias. Uma história, a mais simples de todas, mesmo com as inúmeras cenas de ação, tem uma mensagem subliminar – ou não – sobre assuntos diversos, grandes ensinamentos. Filmes de monstros – dos gigantescos – geralmente estão relacionados a discutir o impacto do homem no ambiente, e Godzilla é o principal representante deste panteão de monstros gigantescos com poder de destruição global. E Godzilla II: Rei dos Monstros cutuca ainda mais forte esta questão em um grande batalha de titãs, sem surpreender em sua história, mas entrega um filme de ação completo.

Os eventos de Rei dos Monstros é uma sequência direta do filme de 2014 e do Kong: Ilha da Caveira, onde o mundo tomou conhecimento do Gojira e dos gigantescos titãs, e agora vive com o sentimento de medo de quando ele retornará ou quantos outros monstros iguais a ele existem escondidos. Ao mesmo tempo, a empresa responsável pelos estudos destes titãs, a Monarca, continua suas pesquisas para localizar todos eles e encontra meios para conseguir “controla-los”, mas a vida humana volta a estar ameaçada quando bioterroristas acabam com um achado e sequestram a doutora responsável pelo dispositivo capaz de “controlar” os titãs, e começa a despertar a fúria de todos os outros.

Narrativamente, Godzilla segue o roteiro básico que ele sempre apresentou, sem apresentar qualquer novidade, mas nesta história ele reforça ainda mais os riscos de um cataclisma provocado pelo homem, e como desequilibramos o mundo que vivemos, e vêem no despertar dos titãs uma chance de reequilibrar a balança do mundo. Muitos outros vilões de vários outros filmes seguem o mesmo pensamento, onde a solução para os problemas ambientais, sociais e globais está guardado na destruição total para um novo começo, e você até sente-se familiarizado pelos motivos, mas não sente ser o certo.

Do outro lado, o filme acaba expandindo o universo dos titãs de tal forma que a curiosidade de saber quais são as outras criaturas, os mitos envolvidos, onde estão adormecidas e quais são seus “poderes”. Mas o filme se resumi a explorar apenas mais três dos novos Titãs descoberto, e exploram o básico, deixando no ar a possibilidade de explorar ainda mais outros. É visualmente interessante ver o despertar da Mothra, a ameaça voraz de Ghidorah e o perigoso Rodam. Na sombra disso, a presença de Godzilla, o personagem título, apenas é um misto de medo e esperança, quando a situação com Ghidorah de revela a grande ameaça.

A batalha dos quatro citados é muito boa, mesmo que a tela se mantenha ofuscada ou nublada a maior parte do tempo na presença deles, mas o filme permite mostrar mais dos titãs, seus detalhes em um terceiro ato bem heróico. Ao redor desta fúria de Titãs, os humanos são o fio condutor sentido: das boas e más escolhas para a sobrevivência de todos. Mas nenhum se destaca tão bem quanto os próprios monstros. Vale menção que Kong está chegando, com nada menos que quatro vezes que se ouviu falar da Ilha da Caveira, sem contar os noticiários escritos que reforçam o que foi prometido há alguns anos, e até uma aparicao indireta.

Godzilla II: Rei dos Monstros estabelece uma expansão deste universo de monstruosos titãs, sem fugir do clichê narrativo, e que apresenta um mundo totalmente novo, quando temos os kaijus atuando como um caminho para reequilíbrio biológico do mundo, mas que vive quase uma Game Of Thrones de Monstros, onde o mais forte assume o reinado dos titãs. Sem uma história tão inovadora e surpreendente, Godzilla é um filme feito para a ação, e isso ela entrega com êxito.

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Godzilla II: Rei dos Monstros

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Explorando um novo mundo de criaturas titânicas, Godzilla II: Rei dos Monstros apresenta um roteiro básico e superficial sobre preservação do meio ambiente, mas que deixa o brilhantismo para as batalhas épicas dos monstros e aprofunda uma origem milenar fazendo conexões com lendas e outras produções para uni-las em um grande universo

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