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A HBO estreia hoje, 10 de maio, a nova minissérie original, produzida em parceria com a Sky, Chernobyl, que contará a história de umas das maiores e piores catástrofes humanas: a explosão da Usina Nuclear de Chernobyl, Ucrânia, em abril de 1986. Confira o trailer:

O desastre liberou na atmosfera material radioativo por todo o país, e se espalhou por outros locais, como a Bielorrússia, Rússia, a Escandinávia e o oeste da Europa, e é tida até hoje como um mal exemplo das condutas humanas quando o assunto é energia nuclear. A minissérie conta com cinco episódios, e é protagonizado por Jared Harris (The Crown), Stellan Skarsgård (Gênio Indomável e Thor: Mundo Sombrio) e Emily Watson (Hillary e Jackie).

A convite da HBO, o Geek Antenado assistiu ao primeiro episódio numa cabine de imprensa. Logo de cara, a série começa com um monólogo carregado de culpa, e vamos entendendo que o narrador está relatando os fatos ocorridos na madrugada de abril de 1986 na Usina, terminando seu relato gravado para posterioridade. Ao finalizar somos transportados para dois anos antes e uma hora, quando o acidente ocorreu.

Ao longo dos cinquenta minutos seguintes somos levados as ações tomadas por todos os de grande posição para tentar “impedir” que algo ainda pior aconteça – o que de fato já aconteceu. Pela história se passar durante a madrugada e em ambientes muito fechados, o episódio é escuro, e até que isso se torne óbvio, quando temos um pouco mais de luz em meio aos destroços dentro da usina, acabamos nos chocando com o resultado da radiação presente e seus efeitos nos trabalhadores. Existe o choque visual, mas todo o episódio se mantém bem escuro.

Em um primeiro episódio não há como se conectar com qualquer personagem que nós é apresentado, já que assim que somos transportados para 1986, os personagens já estão em grande movimentação, conversas, que não temos a chance de conhecer mais deles. E isso parece ser a intenção da história: se focar nos acontecimentos, e acabar deixando para apresentar e aprofundar os personagens que ela quer mais para frente.

Uma sensação que acabou incomodando pessoalmente, mas não afeta a história por um todo, é o fato de falarem em sua maioria em inglês. Estamos na Ucrânia, 100% do tempo, na época da União Soviética, era o mínimo de ouvir russo em sua maioria, considerando o fato da bipolaridade que estava presente a época; além de usar de linguagens caricatas do que achamos ser uma pessoa soviética – sempre chamando alguém de “camarada” (comrade). Entendemos que é uma produção com raízes no inglês, com vários atores que falam inglês, e até é uma forma mais direta de chegar aos telespectadores que estão acostumados mais com a língua real, mas ainda surge uma sensação de “essa língua não deveria está aí“.

Enquanto que os personagens de alta cúpula estão abafando o perigo e contradizendo uma verdade que lhes é informada, vemos nos olhos de quem sabe da má-conduta de seus superiores o medo por algo que é invisível, como a radiação, é tão letal que se demonstra com hemorragias na pele de forma tão rápida. Visualmente a série mostra – com o tempo que temos uma cena mais clara – como o perigo da radiação é alto, que quando vemos a neve negra caindo em civis sentimos que “vai dar tudo errado“, e só temos a real certeza quando o dia amanhece, e vemos o primeiro pássaro cair morto pela quantidade de radiação presente no ar, e nos entrega a sensação que os próximos episódios será uma trilha de dominós caindo um atrás do outro.

Chernobyl estreia hoje, 10 de maio, as 21 horas na HBO, com episódios inéditos todas as sextas-feiras, e disponíveis na plataforma HBO Go.

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