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A Menina e o Leão (Mia and the White Lion)

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É uma raridade encontrar alguém que não tenha um animal de estimação hoje em dia. Cachorros, gatos, peixes, papagaios, hamsters, até cobras e iguanas, o gosto por estes pets enchem de alegria a vida de muitos – mesmo as mais estranhas escolhas de pets. Até discutimos que esses amigos com pêlos, escamas e penas são nossos espíritos animais, sentimos uma forte ligação com eles. Mas e se acabar criando uma amizade mais inusitada que existe, como de um humano com um Leão? A Menina e o Leão apresenta exatamente está amizade aliado com uma mensagem clara de preservação da vida selvagem.

A jornada começa quando Mia (Daniah de Villiers) demonstra infelicidade com sua família por ter mudado para a África do Sul, para construírem uma reserva de leões, largando sua vida e amigos em Londres. Mas com o nascimento raro de um pequeno Leão Branco, Mia acaba desenvolvendo um laço com o filhote inexplicável, que é visto com perigo para quem está de fora, e incerteza pelos telespectadores – mesmo que confiamos na personagem. Mas quando a vida de seu amigo corre perigo, ela embarca numa jornada para salvá-lo das pessoas mais improváveis.

O longa faz algo único que poucas vezes foram vistas: a interação real de humanos com a fera felina. Você pode acreditar que tudo não passa de CGI, ou um leão mecânico – e algumas até vemos um rabo, mas não passa disso – mas não: é de fato um leão. Aliado a isso, o longa também desneve o passar do tempo real dos personagens, vemos o crescimento não apenas do leão em tela, que na vida real se chama Thor, como os atores mirins, principalmente.

A história carrega em seu cerne uma mensagem: a preservação da vida selvagem. Na África do Sul, a caça de animais selvagens ou, como no filme, nascidos em cativeiro é uma prática meio-legal, uma vez que quem quiser pode comprar o animal e fazer o que quiser com ele. E A Menina e o Leão transmite a mensagem de preservação a vida selvagem quando o laço de menina e leão estão firmados.

Todo o primeiro ato serve para nós afeiçoarmos com a ligação criada por Mia e o Leão, que se torna um problema no segundo ato. É neste que o perigo de um leão quase adulto circunda a família. Junto a isso começamos a descobrir que nem sempre eles estiveram juntos, pai e mãe, e que um erro no passado forçou uma quase separação, que envolve a vida selvagem. Todo o terceira ato do filme se foca na jornada de Mia e o Leão até o santuário protegido, e aqui a verdade são reveladas.

Por se tratar de um filme com uma mensagem importante, toda a ambientação não mede esforços para nos surpreender com paisagens de savana, e de certo momento nos entrega um gostinho de O Rei Leão, inserindo não apenas o Leão Charlie, mas também um suricato, um javali e até hienas. O filme em si é simples e mesmo que óbvio suas cenas, vale a sensação de ver a amizade criada e construída em cena, além de aquecer o coração daqueles que, assim como eu, amam animais grandes e brincalhões.

A Menina e o Leão é um belíssimo filme para ver com a família. Ele exala sessão da tarde de qualidade, sobre a amizade de humano com animal, que não se permite ser falsa ou ofensiva, se aproveitando de colocar animais reais para interagir com humanos, e crescerem com a produção, reproduzindo a mensagem tanto em tela quanto na sensação de sentir que a vida selvagem está respeitada e preservada. Além de estregar uma história de crescimento pessoal, com uma pitada de luta por um ideal, longa é uma grande presente para emocional e se cativar pela história de Mia e Charlie.

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A Menina e o Leão

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Apostando na simplicidade de narrar uma história de amizade de um humano com seu pet, longa guarda uma mensagem de preservação da vida selvagem com cenas belas da savana africana, e estampa na tela a evolução dos laços de confiança e amizade, quando o medo é presente pela natureza selvagem do animal de estimação

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