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Primeiras Impressões | O Mundo Sombrio de Sabrina (2ª Temporada)

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Uma das coisas mais entusiasmantes para um grande seriador é ganhar temporadas novas de seus shows o mais rápido possível. A simples notícia de que a sua série favorita, seja ela uma das melhores séries do mundo, ou o mais podre (com todo o respeito) guilty pleasure, saber que o estúdio renovou a série dá um ânimo para continuar acompanhando a história de nossos personagens. E quando ela vem tão rápido quanto O Mundo Sombrio de Sabrina é para comemorar que teremos mais histórias macabras e de empoderamento nas telinhas. E a segunda temporada chega esta semana na Netflix.

Já conferimos os primeiros episódios da segunda temporada, e a história vai seguir após os eventos principais da série, mais exclusivamente após os momentos finais da primeira temporada, deixando de lado os acontecimentos do especial de Natal. E diferente da primeira temporada, que teve a jornada para conhecermos a personalidade e as nuances de Sabrina Spellman (Kiernan Shipka), de sua família formada pela rígida e devota Tia Zelda (Miranda Oto), pela amorosa e subjugada Tia Hilda (Lucy Davis), e pelo descolado e mórbido primo Ambrose (Chance Perdomo), além dos amigos de Sabrina e seus antagonistas na academia de artes ocultas, a segunda temporada já parte do princípio que você conhece todos e evolui as histórias nem rápido.

Pode parecer apressado, mas uma vez que você já conhece bem os personagens apresentados na primeira temporada, a série parece não precisar ter que explicar muito sobre eles, nem relembrar muito, já que a primeira temporada tem uns seis meses que estreou. Assim a história continua a desenvolver vários elementos que foram deixados sem explicação na primeira parte, e agora serão mais desenvolvidas, espalhando pistas sobre o motivo da ambição do Senhor das Trevas querer tanto a meia-bruxa Sabrina.

Uma característica muito importante da personagem que foi desenvolvido até demais, que é sua luta por igualdade de gênero, é bem presente e continua sendo um ponto até exagerado de misoginia a ser combatido por Sabrina, por Susie (Lachlan Watson), por Ross (Jaz Sinclair) e pelo próprio Harvey (Ross Lynch). Essa característica é algo que parece nunca ser alterado na construção dos personagens e principalmente da história da série. E isso é algo que conversa diretamente com a primeira temporada, dando a sensação de unidade para as duas temporadas, dando a impressão de serem sim a mesma temporada. Temos um novo personagem inserido, Theo que já promete mexer com o futuro dos habitantes de Greendale.

O principal ponto divergente da primeira parte para a segunda é o fato de Sabrina ter aceito servir o Senhor das Trevas, e como sua decisão para proteger seus amigos acaba forçando a mesma a se afastar deles, não por algo vindo de um terceiro, mas uma escolha própria da personagem para não ameaçar a segurança de seus amigos mortais. A nova parte, mesmo revisitando a escola mortal, abre mais espaço para conhecermos e explorar a Academia de Artes Ocultas, e dela nos aprofundarmos na misteriosa morte dos pais de Sabrina e nas duvidáveis motivações do padre Blackwood (Richard Coyle) e das motivações de Madame Satan (Michelle Gomez) – que tem menos presença até onde assistimos – e do próprio Senhor das Trevas, e o que o nascimento de Sabrina tem relação com as motivações.

O Mundo Sombrio de Sabrina retorna com a impressão de não ter saído, já que a primeira parte aconteceu a pouco tempo, mas segue um ritmo mais direto e dinâmico que se importa mais em desenvolver a história já que a apresentação dos personagens foi feita com êxito em sua primeira parte, sem deixar de lado seu viés feminista e defensor dos direitos igualitários sob gênero, mantendo o mesmo visual sombrio das cenas, com desfoque e muita bizarrice macabras.

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