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Love, Death + Robotics (1ª Temporada)

Pense num universo misto onde cada história envolve amor, morte e modernidade. Histórias antológicas que fazem a gente ficar surpreso e até a mente aberta receber tudo que o mundo nos traz. Relações entre humano e máquina, realidade paralela, alternativas e até duras batalhas contra o mal do ser humano, fazem de Love Death + Robotics uma produção de pura revolução mental da netflix, uma versão diversificada e alternativa de Black Mirror com uma dose de Cyberpunk e histórias mais profundas vindas da própria história.

A série é uma apresentação de 18 curtas metragens vistos como episódios, cada um com uma história que segue exatamente o nome da série. Love e Death no episódio de início e até em outros episódios de espaço e da terra, robôs por contarmos com episódios onde há muitas máquinas e até humanos se tornando as próprias máquinas e até os três juntos em apenas um. Ou um episódio que condiz com o nome de cada parte do título. No caso death entre 5º episodio, 9º episodio e 11º episódio. esses condizem com a morte ou a tentativa dela. Essa série misturou a fantasia e o terror além de muita ação, e colocou elementos que condizem com a realidade.

O mais intenso é que duas coisas se misturam quando são encaixadas no mesmo episódio e o resultado pode ser até impressionante ou assustador no fim. E foi essa a impressão que tive no antepenúltimo episódio e o último episódio da série que por sinal me deixou comovido. Cada elemento se destaca nessa série, sendo a performance dos personagens e no desenvolvimento das artes e do design das animações ou até na criatividade dos roteiristas que simplesmente desenvolveram as histórias para elas se tornarem mais intensas e emocionantes. O resultado é que cada história se mostrou bem quanto esperado mas outras fiquei bastante decepcionado.

Outro detalhe da série é a forma como foram feitas as cenas de morte, as cenas de ação e até mesmo as polêmicas cenas de Sexo, inclusive frases de conotação sexual foram muito colocadas. O intuito da série é ela mostrar histórias com algo dentro do normal mas voltado ao público adulto, porém com a seguinte intenção de entregar o próprio nome para corresponder uma forte imersão nas histórias assistidas. Pensar que existe o Amor que sempre é muito bem forte e faria tudo para se manter nesse nível, e a morte que muitos veem como uma coisa que não queríamos, mas cedo ou tarde teremos que encará-la para ver se sobrevivemos ou nos sacrificamos para proteger quem amamos. Mas ao mesmo tempo um fato que venha a ser em vão e isso é extremamente terrível. Já a parte dos robôs, seria algo que condiz com a modernidade. Visto que em episódios, a adoção da máquina sempre é pra mostrar que existe algo real e é aquilo que devemos aceitar ou é para saber se a gente não quer viver e nada disso é verdade. Adotando o velho discurso de Real ou ilusão. Coisa que no episódio 6 e 12 mostraram muito bem em sua forma de interpretar a cena. Mas todos sendo puras inspirações de uma série que conhecemos bem que é Black mirror. Seguindo o mesmo exemplo de história antologica, essa seria uma versão mais cult e mais atacante que a série atual.
No geral a série é uma produção fantástica e certos episódios são muito bem escritos outros até considero menos aproveitados. Nada que impede a produção ganhar um status de cult e ser uma grande referência na cultura pop. Se eu diria que da pra assistir, vale muito a pena e deve ter uma mente aberta pois isso é receber tudo que o mundo pode ter de mandar hoje.

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