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O Príncipe Dragão (The Dragon Prince) – 2ª Temporada

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Quando O Príncipe Dragão estreou em setembro do ano passado, os Benders (fãs de Avatar: A Lenda de Aang) criaram um hype para a nova série de animação produzida pelo criador do dominador dos elementos, Aaron Ehasz, criando novas teorias para o mundo mágico de Xania, e extraindo novas filosofias de toda a narrativa criada, assim como em Avatar. O grande limitador desta nova animação foi seu curto tempo de história, e sendo uma temporada bem introdutória e cheia de lacunas necessárias. A segunda temporada chegou a plataforma e já em seu primeiro episódio – veja a análise em Primeiras Impressões aqui – preencheu certas lacunas e deu um start para uma temporada bem mais intimista para o personagem principal.

Após o nascimento do príncipe dragão Azymondias, a série da sequência a jornada de Callum, Ezran e Rayla no Nexus Lunar, junto com Ellis e sua Loba Ava. Mas em vez de continuar literalmente a mecânica da primeira temporada, onde uma situação gera uma.conseauencia que precisa ser resolvida no próximo episódio, e assim consecutivamente até o clímax da temporada. A segunda temporada dá espaço para aprofundar algumas tramas, e da ênfase em um desenvolvimento em especial, mesmo desenvolvendo todos simultaneamente. Se fosse para falar quem é o personagem da temporada, Callum seria o seu nome.

Toda a narrativa da série se importa em colocar o jovem aprendiz de magia numa jornada mais pessoal e interna sobre os desafios e conhecimento da magia no mundo da série. Todo o mecanismo da magia da série é apresentada e se torna um grande empecilho para Callum aprendê-la, uma vez que é dito que humanos não aprendem magia primeira, pois não nasceram conectados as fontes primárias. E essa limitação de tornou o combustível para o personagem buscar qualquer forma de se conectar com as fontes primárias e tentar evitar ao máximo a única “fonte” de magia ué humanos conseguem performar: a magia negra.

Sua jornada foi algum muito importante para deixar preparado para futuras histórias que eles viveram em Xadia, aliado a descobrir finalmente o que estava escrito na carta de seu padrasto. Se a primeira temporada teve pouco tempo para criar discussões mais profundas, os roteiristas se conectaram a forma mais básica que os roteiristas de Avatar escreviam seus textos, com uma complexidade na simplicidade de seu texto. A série resolveu tratar sobre a morte, da verdade e confiança, de lealdade e maturidade, quando as circunstâncias nos levam a amadurecer para nosso bem, e principalmente, para o bem do próximo.

Ao lado de Callum, a serie desenvolveu, e menor intensidade, Rayla e Ezran. A primeira teve um papel muito mais de se questionar sobre seu papel perante toda a natureza que ela faz parte, e sendo uma elfa da lua perante a profanação do natural. Aliado a fortificação da confiança que os humanos têm com ela. Já Ezran manteve-se o a criança fofa com seus bichinhos de estimação até os episódios finais, quando finalmente a questão amadurecimento bateu em sua narrativa. Dentro de seu desenvolvimento, principalmente no penúltimo e último episódio, dentro da conversa dele com Claudia.

Falando do que seria a antagonista do heróis, ela e seu irmão foram mais que simples peças numa jornada vazia, mesmo que seus desenvolvimento não ofereça nada a altura dos criadores dos dominadores de elementos. Mas em particular, Claudia teve uma importância tanto no amadurecimento de Ezran, como na jornada de Callum na Magia. Já o progenitor dos irmãos teve um caminho mais tortuoso.

Viren prometia ter um arco mais Game Of Thrones na animação, acabou recaindo no mistério da introdução de um novo personagem chave para a trama. Vale ressaltar a incrível cena dos episódios em flashback contando quando a mãe de Callum e Ezran morreu. Toda a cúpula da pentarquia foi um ponto positivo, pois conhecemos os governantes das outras regiões humanas, mas em específico a personagem de Aanya, rainha de Duren, uma criança com personalidade – lembra muito a rainha Lyanna Mormont de Game Of Thrones – com duas mães, tratada com uma naturalidade, sem a necessidade de levantar qualquer desconforto dentro dos personagens, ou levantar qualquer bandeira como uma representatividade na trama, mas apenas uma criança com duas mães rainhas, com personalidade própria, e falando tão naturalmente sem qualquer desconforto dos personagens.

Ainda é impossível saber sobre o novo personagem, mas fica claro sua influência e sua presença dentro da história será essencial – para o lado negativo – para o desenvolvimento da guerra que Viren busca, que teve sua presença mais apagada e (pouco) confrontada nesta temporada, mas que agora se arma para novos rumos que a história se transformará agora que conheceremos mais Xania pelos olhos de Callum.

O Príncipe Dragão ganha novos horizontes e tem em seu segundo ano um preenchimento melhor de várias questões deixadas na primeira temporada, e começa a explorar mais questões internas dos personagens, e deu a sensação de começar a preparar o terreno para grandes momentos épicos, agora com Viren e seu novo “ajudante”, com visíveis segundas intenções; a relação de lealdade de Rayla e Callum, e qual o propósito de Rayla após ter falhado em sua primeira missão com os elfos da lua; e a jornada de Callum explorando a magia primária, sem qualquer artifício que o faça usar a magia, como a pedra primária.

O Príncipe Dragão tem uma segunda temporada mais acertiva em desenvolvimento e crescimento, surpreendendo nos mínimos detalhes e decisões tomadas pelos personagens, e cria o tom mais contemplativo e filosófico para introduzir os mecanismos e regras deste novo mundo, que não foram bem apresentadas na temporada de estreia.

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