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Primeiras Impressões | O Príncipe Dragão (The Dragon Prince) – 2ª Temporada

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Como um grande de Avatar: A Lenda de Aang, era de se esperar que os ânimos para a nova série criada pelos mesmo produtor alcançasse uma sensação de profundidade em sua narrativa de aventura e de construção de personagens, num mundo deslumbrante e repleto de magia. O Prince Dragão, que estreou no ano passado, chegou como uma animação para crianças, mas que consegue abrir diversas conversas bem densas, vindas das mentes que criaram a mitologia e narrativa do mundo dos Avatares, e não os azuis de três metros. Porém, com diversas ressalvas em sua primeira temporada em relação a sua narrativa, furos e estilos de desenho estranhos, a segunda temporada toma um novo rumo logo no retorno de sua segunda temporada.

Com um final “quase” épico em sua temporada de estreia, com o nascimento do Príncipe Dragão mais fofo que se conhece no mundo dos dragões, Callum, Rayla e Ezran seguem sua jornada para devolver o bebê dragão a sua mãe, mas que em vez de se colocarem em uma nova busca logo de início, sem ter um mínimo de explicação, o primeiro episódio do retorno se preocupa em explorar exatamente e destrinchar pontos que compõe uma rica mitologia nova e apresenta suas regras, mesmo que de forma rápida – considerando a duração de seu episódio – e aprofunda na explicação mais básica para a magia título da primeira temporada.

Aqui, o termo básica não se refere a “eles poderiam aprofundar mais”, mas sim dão uma explicação plausível para fomentar toda e qualquer explicação futura que a temporada atual, e futuras temporadas, se propuserem a contar. E isso é algo que faltou em sua primeira temporada, já que o foco foi situação atrás de situação, atrás de situação, para o trio conseguir levar o ovo até o outro lado de Xadia.

Quase como se fosse um episódio didático, o arco de Callum explica elementos necessários para compreender este mundo, assim como foi necessário conhecer os estilos de dobra de cada elemento em Avatar e seus significados para o todo, compreende a base das seis fontes de magia já cria as regras necessárias para se embasar toda a história a partir daqui, e tornar mais crível e fascinante o conceito dela.

Focando o episódio mais em Callum, é notável a carga de crescimento que este personagem deverá ter nesta temporada, uma vez que a impossibilidade dele aprender a magia primária sem o auxílio de uma pedra primária é impossível, sendo viável apenas a magia negra. Além de aprender sobre as bases da magia, conhecemos mais dos desejos e anseios de Callum, e sua busca por algo que o torne único, encontrar sua “praia”, e com a magia ele sentia-se completo. Agora, com as limitações e regras da magia, o grande desafio dele é alcançar o impossível, ou ceder a magia profana.

Saindo do mundo mágico e suas regras, e voltando ao mundo político, vemos as artimanhas sutis de lord Viren. Ainda sem explorar muito este mundo, somado ao pouco que já apareceu no passado, a série pode trazer um ar mais de Game Of Thrones para a série ao explorar as artimanhas e armações que o antagonista Viren, para consumar seu desejo pela guerra iminente com o povo élfico, pode oferecer.

Um ponto que é uma incógnita é a cena inicial, que mostra uma batalha da tia-general Amaya com um pequeno exército de Elfos do Sol. Em uma sequência de luta sem qualquer palavra, essa é aquela típica cena que você descarta de sua memória, mas que fará sentido lá para o meio da temporada ou apenas no episódio final.

Enquanto Callum recebia a verdade sobre seu futuro com a magia, Viren movendo peões para conseguir alcançar seus objetivos, toda a tarefa de fofura para uma série animada indantik recai em Ezran e seu treinamento com o príncipe Dragão Zym, a ensina-lo a voar, com a ajuda de Ellis, sua loba Ava, e um ciumento Isca. Esse núcleo fica óbvio que trará mais momentos fofos e sem grandes desenvolvimentos mais dramáticos, mas é perceptível o cuidado em pisar de ovos depois do furo da primeira temporada em jogar a habilidade de Ezran de compreender as criaturas.

O Príncipe Dragão retorna para preencher algumas lacunas deixadas em sua primeira temporada necessárias para embasar diversos pontos narrativos que a série pode se propor a explora em futuros episódios e temporadas. Mesmo que a duração tenha aumentando pouco – para uma animação infantil – a arte continua mantendo traços simples (e quase incômodos aos olhos, relacionado a feições humanas), mas mantém uma beleza mais ampla em ambientes maiores deslumbrantes, que seu estilo combina perfeitamente para exaltar a beleza do mundo angico de Xadia.

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