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Escape Room

Em meados dos anos 2000, James Wan revolucionária o mundo dos filmes de terror e colocaria seu nome nos holofotes de diretores e criadores de histórias a se prestarem a atenção criando a franquia Jogos Mortais. Num emaranhado de armadilhas mortais e psicológicas, o conceito do cenário do banheiro nada mais era que o que conhecemos, o que atualmente nomeamos de Salas de Fuga, ou Escape Rooms, e dentro da narrativa, a criação de armadilhas que levavam seus participantes ao limite físico e psicológico, com consequências mortais. Anos após seu término, a franquia de Jogos Mortais parece ressurgir em nova roupagem, mas não esquecendo sua essência com Escape Room.

Nada mais que salas com pistas que ajudam a sair do ambiente, Escape Room adiciona o perigo real ao inserir armadilhas inspiradas nas famosas armadilhas de Jigsaw, agora relacionadas diretamente com ativações dentro da sala. A trama segue, em seu princípio, seis personagens, que nunca se encontraram antes, mas que compartilham um mesmo evento, que os uniu a sobreviver a Escape Room mais imersiva da empresa Minos.

O longa contém diversos flashbacks que nos inteiram do passado dos personagens, e ainda nos apresentam mais eles e seus traumas. Mas os flashbacks não apenas nos dão um panorama dos personagens como eles recriam os próprios traumas dos personagens, e isso há uma grande motivo: a criação das salas. As salas e todos os desafios onde a vida é o que está em risco, se assemelha de forma satisfatória com – digamos – seu pai, Jogos Mortais. Mais especificamente, o segundo longa, que tem seus moldes de um Escape Room mais clássico.

Como qualquer filme de slasher, o filme se mostra mais contido. É esperado que alguns dos personagens morram com os desafios, mas o longa se contém em não mostrar isso de forma mais explicita, não dá forma mais slasher que um longa pode ser. Mas isso não é agravante para toda a tensão de perigo real que o jogo se propõe.

De uma sala em chamas, a uma Cabana no meio do gelo, salas de ponta cabeça e salas de hospitais, Escape Room conversa sobre se arriscar a novas experiências – mesmo que estás queiram te matar – e superar seus traumas. Mas todos os personagens principais, se contém em suas vidas, e ao longo das salas seus limites são colocados a prova para sobreviveram aos desafios. Até o vilão, a mente por trás das salas, não é revelado até ser necessário para deixar o gancho, e não é revelado propriamente dito, mas apenas nos é apresentado um ser por trás das ideias das salas de fuga imersivas.

Escape Room tem o êxito de ser um ótimo filme que inicia uma nova franquia de slasher psicológicos e sobrevivência por superação de traumas e condições adversas, e utilizando a salas de fugas como seu grande personagem retoma um subgênero do suspense psicológico criado por Wan. A trama explora (mesmo que rasamente) os personagens e apresenta o necessário para você simpatizar (ou não) com eles, e demonstra uma inteligência em criar os desafios que não apenas forçam as atitudes dos personagens que ultrapassam seus limites morais, como toda a concepção das pistas e dos perigos torna a trama mais uma bomba de adrenalina onde a vida é colocada em jogo.

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