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Vice

Poucas coisas em nossa sociedade é tão multifacetado como a política. A forma como um governo atua dentro de seu território, e como ele atua fora tem camadas de ações e reações que criam certa confusão em qualquer um. Tomada de decisões complexas, que levam a consequência inimagináveis é basicamente o cerne de Vice, uma quase biografia de um dos personagens mais importante do governo do país mais importante do mundo, num momento importante da história, que se manteve às sombras movendo as peças para obter o poder.

Por seis anos vemos Frank Underwood em House of Cards construindo seu caminho até o poder absoluto da mais importante nação, e como escolher o poder é a coisa mais importante e mais inteligente que uma pessoa faz, mas em Vice, escolher o poder nem sempre significar ser a imagem de poder absoluto. E a frase inicial do longa resume bem como foi a trajetória de Dick Cheney (Christian Bale): a pessoa por trás das ações, é a mais perigosa, pois ela ataque quando precisa.

De um cara sem futuro e sem rumo, Dick começa a construir sua vida política aprendendo a ouvir tudo antes de agir, e cercando isso o apoio de sua família para ele chegar a um status de poder. A narrativa poderia ser algo maçante e confuso, como A Grande Aposta, mas a própria narrativa brinca com estilos e brincadeiras para tornar a história mais digerível possível para leigos que vêem na política estadunidense como se fosse uma língua extinta. Alternando em brincar com modelos narrativos shakespearianos, a colocar um “final feliz” para os Cheney’s, a história tenta contar como Dick se tornou um homem estrategista que buscava poder.

Esse teor mais cômico ajuda a prender a atenção necessária para a história, aliado as ótimas atuações de seu elenco. Não apenas Christian Bale, conhecido pela sua habilidade de se transformar em frente as câmeras, está presente neste filme, como Amy Adams, Steve Carrell, e Sam Rockwell entregam um ótimo trabalho dramático, cômico, e cafajeste (para os homens). A caracterização é um grande ponto, e Christian Bale fica irreconhecível, mesmo sabendo quem está sob toda aquela maquiagem.

Vice finaliza com uma grande questão. Ela faz você não torcer pelo protagonista, apresenta ações de índole duvidáveis, mas chega a ser uma crítica a própria sociedade estadunidense que colocou aquelas pessoas no poder, mesmo que quase manipuladas para isso. Vice consegue ser uma obra que mostra os bastidores de um dos governos mais poderosos do mundo, que flutua entre o emblemático anti-herói político, o drama familiar, a comédia mais referenciada e mistura de estilos narrativos de forma simples e não torna um tema tão complexo e maçante, numa versão cinematográfica de House of Cards, com o poder por trás dos panos.

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