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Polar

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A Graphic novel Polar ganhou sua primeira adaptação cinematográfica da netflix, o Filme foi lançado na sexta-feira (25 jan). O filme tem como destaque seu elenco. Como protagonista Mads Mikkelsen (Hannibal, Doutor Estranho) que antes fazia características de vilão, hoje chega a um papel diferente do seu elo popular. Ele interpreta Duncan Vizla, um ex-assassino da agência onde ele trabalhava que está fazendo seu método para recolher custos e se manter na ativa. Algo que muito brasileiro não ia gostar quando chega na aposentadoria. Essa agência costuma limpar o nome de pessoas que chegam aos 50 de maneira literal e recolhe o dinheiro da aposentadoria deles. Para não ser o próximo da lista, Duncan precisa lutar contra os ex-colegas e de quebra salvar a vizinha Camille (Vanessa Hudgens) sequestrada por eles.

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Ao analisar o Filme percebe-se que o elenco parecia irreconhecível com atores nunca vistos antes. Além de Mads e Vanessa, Johnny Knoxville também esteve presente no filme e ficou irreconhecível em seu personagem. Fora isso a direção de Jonas Ackerlund incorporou uma versão bem exótica e tanto cheia de identidade própria da adaptação. O roteiro bem incorporado é até fiel a HQ apesar de muitos não veem quadrinhos. Porém o desenrolar da trama é um tanto dividido entre tomar atitude e manter a calma. De resto só uma palavra define o filme: PE-SA-DO! Um festival de violência gratuita, sangue e até cenas de sexo foram colocadas no filme. Muito provavelmente a inspiração deve ser a linguagem de Quentin Tarantino em produções independentes de ação leve com muita sanguinolência porém a forma como o filme é visto mexe muito com o cérebro do espectador. O estilo e a forma como foi feito, é algo 90% explícito e a dúvida que fica foi, como Mads que fez o personagem deve ter passado durante as cenas dele quanto as demais vistas? Ele não costuma se preocupar com isso apesar de ter feito uma série muito sanguinária cujo ele também foi protagonista.

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As cenas do filme é um tanto diretas e muito paradas, não costumam levar a expectativa quando é comparado ao trailer. Algo que me desapontou foi a transição de cena para outra e isso não fez o menor sentido pois essa transição foi mais a cara de série do que filme. Agora que chama atenção mesmo foi toda a concepção da arte feita na fotografia, cores e tons saturados ao máximo para impressão de que há fatos perturbadores na vida do personagem. Flashbacks, visões, tudo. É digamos uma imersão na mente de um psicopata que reviraria o cérebro de cabeça para baixo. E claro tudo que foi usado no roteiro é imposto na prática. Esperava um desempenho grande para ganhar um status de filme mais distinto cheio de ação extrema até o final que de fato não agradou. O filme foi de rápido para fácil demais em cada cena até o fim e o que fez o filme chegar a não desanimar de vez foi o plot twist que é impossível de acreditar. Uma virada de mesa que poderia terminar de maneira trágica para o protagonista.

O ambiente utilizado no filme foi bem incorporado na fotografia e faz jus ao lugar onde as cenas se passam. A cena feita no canadá que no filme se passa em um estado dos EUA, ganhou um filtro simplificado para combinar com a temperatura. Já os demais tiveram ambientes muito usados em Clipes de música pop, algo a característica do diretor que já coordenou clipes. Falando em música, um destaque a trilha sonora foi a música de Drama Free que carrega a trama do filme pela metade até os créditos. O diretor procurou uma música que combinasse com a temática do filme e parece que se encaixou conforme o esperado. Mas algo que foi em detalhes bem misturado, foi o flashback de um assassinato que ele arquitetou no meio de uma rua. O efeito noir se mesclou com as cores e mostrou detalhes antes não vistas neste flashback e claro com o POV deu mais imersão no personagem.

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Em suma, o filme tem um desempenho bem cult e hardcore como é visto no trailer. Filmes desse porte costumam ser bem difíceis de compreender seu tema mas no fim acabamos percebendo tudo quando a gente revê o filme e compreende o contexto. Não crie expectativas aponto de ser um filme baseado em quadrinhos, não seria um filme a altura de Kingsman ou Kick-ass apesar de serem da mesma empresa mas sim um filme que ganha apelos mais fortes no quesito violência explícita como Logan. Apesar de ambos serem muito inspirados nos filmes de Tarantino, polar não deixa de ser clichê em certos pontos. Um filme desses merece mais é observação e compreensão do que o diretor entregou e não o que o filme significa para muitos. Por sorte não seria um filme trash mas está longe de ser um grande blockbuster para netflix chamar de seu. 

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